17 março 2017

APÓS NOVO VAZAMENTO, LISTA DE JANOT JÁ TEM 37 NOMES CONHECIDOS

 
A lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviada ao Supremo Tribunal Federal com pedidos de abertura de inquérito, após as delações de 77 pessoas ligadas à Odebrecht, segue avançando sobre o mundo político.

Depois da divulgação na terça-feira da presença de ministros do presidente Michel Temer, de senadores, de deputados e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no rol de citados pelos delatores, nessa quarta-feira (15/3), mais 22 pessoas tiveram os nomes confirmados entre os alvos do Ministério Público Federal.

Entre os nomes enviados por Janot estão governadores, como o do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); e de Alagoas, Renan Filho (PMDB), segundo informou uma fonte ligada à Operação Lava-Jato. Também houve pedidos de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em relação aos governadores do Paraná, Beto Richa (PSDB), e do Acre, Tião Viana (PT), de acordo com a TV Globo.

De acordo com a TV Globo, o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira (PRB), também é alvo de um pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República. Com isso, sobe para seis o número de ministros do governo de Michel Temer no alvo da Lava-Jato, afora colaboradores próximos dentro e fora do Congresso.

Janot pediu investigações ainda contra os senadores Jorge Viana (PT-AC), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). A PGR ainda quer investigar a situação dos deputados Marco Maia (PT-RS), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Paes Landim (PTB-PI) e de uma série de políticos que não têm mais foro privilegiado. São eles: o ex-ministro da Secretaria de governo de Temer Geddel Vieira Lima, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), o empresário e ex-candidato a governador de São Paulo Paulo Skaf (PMDB), o prefeito de Araraquara, ex-ministro Edinho Silva (PT), e o ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff Anderson Dornelles.Janot pediu ainda inquérito para apurar condutas do senador Linbergh Farias (PT-RJ) e do deputado Andrés Sanchez (PT-SP), que administrou a obra do estádio do Corinthians, executada pela Odebrecht.

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi outro alvo de pedido de inquérito, no entanto, o procurador “declinou a competência”, ou seja, pediu que o caso fosse investigado na primeira instância porque ele não tem mais foro privilegiado. Cunha está detido, desde o ano passado, no Paraná e responde a ações penais por corrupção na Petrobras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário