A LAVA JATO TAMBÉM PEGARÁ O JUDICIÁRIO, DIZ EX-MINISTRA

 
 "A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação."

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. "Muita coisa virá à tona", disse.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. "Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia", afirma.

Numa avaliação sobre a lista dos investigados a partir das delações, Eliana disse que não ficou surpresa. Praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro, que está apodrecido.

Para ela surpreendeu os nomes de José Serra (PSDB-SP) e Aloysio Nunes Ferreira (ministro das Relações Exteriores, também do PSDB-SP) estarem na lista. No entendimento, da ex-ministra a Lava Jato tomou uma posição política. É minha opinião pessoal.

Ou seja, pegou o Executivo, o Legislativo e o poder econômico, preservando o Judiciário, para não enfraquecer esse Poder. Entendo que a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona.

Perguntada se Calmon é possível o Poder Judiciário punir a corrupção com vontade política. Calmon respondeu: é difícil, porque tudo depende de colegiado. Muitas vezes alguém pede vista e "perde de vista", não devolve o processo. Hoje, o Judiciário está convicto de que precisa funcionar para punir.

Ele disse também que o Congresso Nacional já está tomando as providências para que não haja a punição deles próprios. Eles estão com a faca e o queijo na mão. É óbvio que haverá uma solução política para livrá-los, pelo menos, do pior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SEGUIDORES