17 junho 2017

Lava-Jato: Henrique Alves e Cunha atuaram para interferir em tribunais

Os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuaram em favor da OAS e do sócio da empresa, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) e na própria Procuradoria-Geral da República (PGR). É o que apontam relatórios de interceptação telefônica da Lava-Jato usados pela Operação Manus para fundamentar a necessidade de manter os pemedebistas presos por risco à ordem pública e para garantir a instrução criminal.
Dados telefônicos “evidenciam contatos entre Henrique Eduardo Lyra Alves e Eduardo Cosentino da Cunha, de um lado, e terminais cadastrados em nome do Superior Tribunal de Justiça, utilizados na época pelos ministros Ari Pargendler, Gilson Dipp e Benedito Goncalves, além de terminais da própria Procuradoria-Geral da República”, relata o procurador Rodrigo Telles de Souza no pedido feito à 14ª Vara Federal Criminal de Natal que resultou no encarceramento cautelar de Henrique Alves, ex-ministro e homem de confiança do presidente Michel Temer, e em mais uma prisão preventiva para o ex-homem forte do Legislativo Federal Eduardo Cunha, réu por corrupção e lavagem em duas ações penais e preso em Curitiba desde o ano passado. As ordens judiciais foram cumpridas na terça-feira.
 
Valor

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