PROCURADOR DIZ QUE PF AINDA TEM MUITO A INVESTIGAR NA LAVA JATO

 
O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima reagiu à decisão do comando da Polícia Federal de extinguir o Gruto de Trabalho da Operação Lava Jato em Curitiba. Mais experiente membro da força-tarefa do Ministério Público Federal no berço do escândalo Petrobrás, ele afirmou que são “falsas” as afirmações de que “não há mais demanda” para a polícia no caso.

“Vejo que há pessoas postando afirmações falsas que não há mais demanda para a força-tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato. Há centenas de investigações em andamento e com potencial de serem iniciadas”, escreveu Carlos Lima, em sua página no Facebook.

A PF, no Paraná, informou nesta quinta-feira, 6, que extinguiu o grupo criado em 2014 que atuava exclusivamente no caso Lava Jato. E que os inquéritos serão redistribuídos para a equipe da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor)

“Nenhuma razão há para o corte de verbas ou a redução do quadro, quanto mais para encerrar um trabalho ainda com tanta possibilidade de êxito. Bilhões foram recuperados para os cofres públicos”, argumentou o procurador.

“Qual é o interesse por trás disso?”

A PF informou que a medida visa “‘priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário”. Em nota, a polícia destacou que a medida “permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações.”

“O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros”, diz a direção-geral da PF, por meio de sua Divisão de Comunicação Social.

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