29 novembro 2017

MELHORA DA ECONOMIA ABRE NOVOS APETITES POLÍTICOS

 
 Os dados de emprego e crescimento que serão publicados nesta semana devem afastar o risco de uma volta à recessão, segundo especialistas. Isso pode beneficiar os partidários das políticas de ajuste do presidente Michel Temer nas eleições do ano que vem.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar, nesta quinta-feira (30), a taxa de desemprego de outubro. Segundo a consultoria Go Associados, ela teria caído pelo sétimo mês seguido, de 12,4% para 12,1%. No primeiro trimestre do ano, tinha alcançado um recorde de 13,7%.

Na sexta-feira, é a vez de o IBGE revelar a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, que, segundo a estimativa média de 31 economistas consultados pela Bloomberg, vai registrar um aumento de 0,3% ante o trimestre anterior. Esse seria o terceiro trimestre seguido de expansão.

O governo apresenta os avanços, bem como o controle da inflação, como provas da retomada da confiança depois do impeachment da Dilma Rousseff no ano passado.

A recuperação é lenta e encontra empecilhos como o fraco investimento e a dificuldade do governo de aprovar a reforma da Previdência Social - demandada pelo mercado para melhorar o elevado déficit público. Marcado por inúmeras denúncias de corrupção, o cenário político tampouco ajuda.

Especialistas indicam, porém, que esses sinais de melhoria econômica podem dar um impulso às candidaturas de centro, afastadas dos dois primeiros colocados em pesquisas de intenção de voto para a presidência em 2018 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC).

O ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni prevê que o desemprego ficará "abaixo dos 10% no segundo trimestre de 2018", um resultado "crítico, na antevéspera do processo eleitoral".

"Acredito no pragmatismo do eleitor brasileiro. A classe média está preocupada com custo da vida, o emprego", e "o candidato que melhor capitalizar" isso será beneficiado, acrescentou Langoni, hoje diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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