Partidos perderam credibilidade

“Os partidos políticos perderam a sua credibilidade. Eu pertenço a um partido e vou tentar fazer que ele avance, mas sei das dificuldades”, afirmou Fernando Henrique Cardoso, diante de um auditório lotado na Universidade Columbia, em Nova York.
Mesmo evitando mencionar qualquer pré-candidato, sua fala sobre a atual situação política do Brasil serviu de comentário sobre a corrida ao Planalto do ano que vem, momento que ele acredita será marcado menos por discussões sobre o avanço do conservadorismo e mais pela discussão sobre violência.
“O crime está causando muitos estragos no Brasil. E qualquer candidato que fale em crime menos como questão social e mais como um assunto real acaba abrindo um espaço mais à direita”, disse nesta terça-feira (14), esclarecendo que se identifica com um “centrismo à esquerda” no espectro político.
“Precisamos de um líder capaz de organizar a situação e nos dar a sensação de que estamos juntos, alguém capaz de expressar emoções, não ideias”, disse FHC. “O próximo líder que surgir terá de ser alguém que nos faça mover adiante, alguém capaz de confrontar realidades.”
Entre os possíveis novos líderes, o ex-presidente comentou “muitos prefeitos muito bons de partidos diferentes” que estão na disputa, sem dar nome a ninguém.
Também comentou a ascensão da direita evangélica. “Considerando a desorganização de outras instituições, essas instituições estão organizadas, já elegeram pessoas e terão uma voz” na eleição.
Em resposta a uma pergunta de um estudante sobre o pré-candidato à Presidência pelo PSC, Jair Bolsonaro, FHC disse que a “mídia dá mais espaço para os que são bizarros”, mas que “precisamos de alguém que não seja bizarro, que fale com as pessoas”.

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