29 dezembro 2017

Rodrigo Maia diz que trabalha para votar reforma da Previdência em fevereiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (29) que trabalha para ter condições de votar a reforma da Previdência até 19 de fevereiro, como prevê o governo. Segundo o deputado, é necessário explicar com calma para que a sociedade entenda a questão.

“Vamos trabalhar e explicar com calma para o trabalhador. É só prestar atenção: quem ganha um salário mínimo no Brasil se aposenta com 65 anos. Quem ganha R$ 20 mil a R$ 30 mil se aposenta com 55 anos. A gente quer acabar com essa distorção. Não queremos tirar um real de ninguém, não queremos tirar a aposentadoria de ninguém. Mas não é justo o trabalhador brasileiro financiar a aposentadoria dos que ganham mais no serviço público e dos que ganham mais também no regime geral, porque esses são os que aposentam mais jovens", afirmou Maia. O deputado reforçou que é preciso acabar com essa distorção e ressaltou que há "um passivo muito grande e crescente”.

Maia conversou com a imprensa após participar da cerimônia de assinatura da liberação de recursos do Ministério da Educação para escolas das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29) no Palácio Guanabara, sede do governo do estado.

Sobre o deputado Paulo Maluf (PP-SP), preso em Brasília, Maia disse que o Departamento Jurídico da Câmara está analisando o caso e que o plenário vai deliberar sobre o mandato do parlamentar paulista na volta do recesso.

Questionado sobre a polêmica a respeito do decreto de indulto natalino, assinado na semana passada pelo presidente Michel Temer e parcialmente suspenso pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o presidente da Câmara disse que faltou uma explicação prévia sobre a questão. O decreto sofreu críticas de diversos setores.

“Tudo que você tem que explicar é ruim. E tudo que você coloca, que é polêmico, sem explicar antes, gera confusão. Acho que foi isso que aconteceu. Se tivesse explicado antes, com calma, com tempo, não teria gerado essas dúvidas. Eu tenho certeza que, de forma nenhuma, o presidente Temer está querendo beneficiar ninguém, é apenas uma linha jurídica em relação a um dever do presidente, que dá o indulto”.

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