18 janeiro 2018

O tempo é o senhor da verdade

O Rio Grande do Norte acumulou um superávit de R$ 4 bilhões entre 2011 e 2014, exatamente nos quatro anos da gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini, hoje prefeita de Mossoró pela quarta vez. O resultado positivo entre receita e despesa foi parte do um rigoroso plano de austeridade financeira, como forma de livrar o Estado do caminho da falência e, por consequência, devolvê-lo aos índices saudáveis das contas públicas.

Rosalba obteve êxito, conforme mostra o diagnóstico acima revelado pelo especialista em contas públicas Raul Velloso. Por consequência, tirou o Estado da lista negra da União, recuperando o direito de receber transferências via convênios e o poder de endividamento. Não custa lembrar que a gestão anterior de Wilma de Faria/Iberê Ferreira entregou a Rosalba o Estado com um rombo de quase R$ 1 bilhão.

As medidas tomadas pela gestão Rosalba, não compreendidas por setores dos poderes e por grande parte da sociedade, foram chanceladas pela maior operação de financiamento na história do RN junto ao Banco Mundial: 540 milhões de dólares via programa RN Sustentável. Aliás, é com esses recursos que o atual governo realiza obras em áreas vitais como saúde, segurança hídrica, educação e infraestrutura.

A falta de compreensão impôs a Rosalba elevado índice de reprovação popular. Talvez, e provavelmente, pelo fato de ela ter perdido a guerra da comunicação. Ela não conseguiu transmitir ao cidadão os benefícios carreados para o estado a partir do equilíbrio das contas públicas. Sequer teve direito de concorrer à reeleição, quando teria o palanque para prestar contas diretamente ao cidadão, isso porque o seu partido lhe negou legenda.

Agora, três anos depois, esses números são ressaltados de forma mais clara, técnica e justa, exatamente no momento em que o Estado está mergulhado em profunda e grave crise financeira. O governo Robinson Faria (PSD), que recebeu das mãos de Rosalba um superávit de R$ 4 bilhões, mergulhou o RN numa trajetória negativa até acumular um déficit de R$ 2,8 bilhões, compreendendo o período de 2015 (primeiro ano da gestão Robinson) e 2017.

Por consequência, o Estado perdeu o poder de endividamento e está impedido de receber transferências federais em forma de auxílio financeiro. Daí, a exigência de ajuste fiscal com doses amargas ao cidadão.

Esse descompasso fiscal acarretou salários atrasados, greve dos servidores e uma onda de violência nunca antes vista por essas terras de Poti.

O tempo é inexorável. Cedo ou tarde, a verdade aflora.

Do Jornal de Fato/ Coluna César Santos

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